JOGOS ( I Capítulo)




I capítulo


Aeroporto


A coisa que eu mais prezo é a verdade. E como aprendi bem cedo com o meu pai o seguinte lema, a maneira que gostaria que os outros agissem para comigo devo proceder para com os outros. Tento segui-lo, porque esse pensamento como lema sempre norteou sua vida. Portanto, segundo esse principio basilar, como prezo a verdade, procuro assim oferecer aquém me cerca com nada menos que a verdade, principalmente as pessoas que amo.

Centrado neste pensamento procuro de toda ás formas me desviar do caminho da mentira, e da traição. Embora seja verdade que há muitos obstáculos querendo me fazer voltar atrás da decisão, muito. Mesmo assim continuo firme.
Não sou nenhum um santo, mas procuro fazer valer minha palavra quando, pelo aniversario de dois anos de namoro com Joseane Macedo Veloso, reiterei meus votos de jamais traí-la. E tenho persistido.
Meu amigo insiste em afirmar que prezo a verdade, porque ainda não houve a oportunidade de flertar com a mentira. Argumenta que é natural o homem trair, segundo ele, faz parte da natureza masculina, portanto quando eu tiver a oportunidade de trair, trairei. Penso que não, a não ser que seja uma tentação muito grande, além das minhas forças, ou seja, um caso atípico. Enfim, por enquanto persisto no meu pensamento.
Eu amo minha namorada, Joseane Macedo Veloso. Ela tem o poder de me completar, de todas as formas: tenho um ótimo relacionamento, onde sou realizado tanto na cama quanto na vida emocional. Então, se ao lado dela me sinto realizado para quê vou estragar o que até, aqui, juntos construímos por momentos? Estragar por segundos de prazer?  Se com ela quero estar hoje, amanhã, depois e depois, porque vou correr o risco de perder a companhia, os beijos, ás palavras doces, o amor de Joseane por besteira? Porque vou querer correr o risco de perder a companhia, os beijos, as palavras doces, o amor de Joseane?

Eu a amo, porque ela é o presente de Deus para minha vida. Por isso o sentimento que trago no peito foi colocado pelo criador. Procurei Joseane por muito tempo na esperança de encontrar a felicidade e o tempo oportuno chegou! Ela é minha, sou dela. Pedi-la para Deus, Ele atendeu. Agora honrarei o presente, buscarei de todas as formas fazê-la feliz. Amo o sorriso dela, os abraços, os beijos. Respeito com veemência a confiança de Joseane, sobretudo sua cumplicidade! Como a flor um belo sentimento, por ela, tomou forma no meu peito. Deus estar alimentando-o, só nos resta cuidarmos, tomarmos a responsabilidade de por ele sermos abençoado e junto sob o olhar atento do todo poderoso aperfeiçoarmos esse sentimento que é a fonte da minha vida!
E foi em nome deste amor que topei por uma semana dar uma de guia turístico para com a amiga de Joseane, que chegará logo mais a São Luis, ás 22hs da noite. Tudo para vê-la feliz.

- Amor, tá lembrando? É hoje que a Vanessa chegará aqui em São Luis.
Como poderia esquecer? Nem se eu quisesse conseguiria. Desde o mês passado quando Vanessa confirmou a viagem que Joseane não permite que eu esqueça o fato que serei por uma semana guia turístico, já que como Joseane estar em fase de termino do curso de Psicologia não está tendo tempo pra nada, assim eu fui intimado a apresentar São Luis para hospede ilustre.
- Tô, amor. – Confirmo abrindo o guarda roupa para escolher a camisa que usaria para tarefa de buscar Vanessa no aeroporto.
- Quero ressaltar que você seja muito educado com a Vanessa. Sou ciente que não tá de bom grado embarcando nesta, mas aceitou por mim. Olha, Vanessa é minha melhor amiga... Amiga de repartir tudo. Amiga irmã, portanto quero oferecer pra ela a melhor estadia de São Luis e como não poderei dar atenção que ela merece, meu namorado fará a vez. Posso contar contigo, né?
- Claro. – Pego uma pólo da Abercombie listrada e a jogo sobre a cama, onde já havia uma camisa Calvin Klein.  A Indecisão se estabelece.
- Então, vou desligar. Meu plantão termina ás 23hs. Beijos amor.
- Te amo. – Respondo indeciso entre a básica da Calvin Klein e a pólo da Abercombie.
- Ah, pelo o que você estar fazendo tenha certeza, será bem recompensado. – Revelou numa voz cheia de segundas intenções.
- Agora você me deixou curioso. – Ponho de lado a indecisão e passo a ouvi-la com mais atenção. Afinal a curiosidade era meu ponto fraco.
- Deixei, é?

- Qual será a recompensa? – Pergunto sendo naquele momento todo atenção.  Era á atenção em pessoa e claro, com muita malícia.
- A recompensa só ocorrerá se você tratar a minha amiga muito bem. Do contrário, terá também recompensa, porém presumo que não vá gostar muito desta.
- Agora eu quero saber. – Caminho até a janela do meu quarto e fito a rua sem interesse, pois meu interesse foi dominado por Joseane.
- Vou desligar. – Ameaça premeditadamente a fim de me torturar, pois sabia que tinha tendência à curiosidade.
- Conta amor. – Insisto colocando a mão no bolso.
- A recompensa será uma chupada daquelas no teu pau. E vou deixar você gozar na minha boca. – Perco a fala. Gozar na boca de Joseane era meu fetiche. È certo que ela sempre me presenteava com um boquete, que gostava de brincar com o meu pau, apreciava estimulá-lo, mas deixar gozar na sua boca nunca nestes anos de namoro permitiu. E agora, do nada deixar, quer dizer do nada não – como ela mesma falou era uma recompensa - havia um preço a ser pago.
 E, obvio, eu gostei.

- Verdade amor, eu poderei gozar na tua boca? Humm... Já gostei.
- Agora se não fizer o que te pedir também haverá recompensa: um mês sem sexo.
Essa possibilidade não me agradou muito. Lembrei na mesma hora do fato que havia três dias que não transavamos, e estava do jeito que estava: subindo pela parede. Um mês, estaria morto.
Somente de cogitar a possibilidade me deixava mal. Por isso, disse:
- Deixa comigo que darei o meu melhor. Não será preciso essa segunda recompensa.
- Então estamos combinados. Vou desligar. – Avisa Joseane.
- Beijo amor. – Volto atenção ás camisas: Se a pólo ou se a básica.
- Outro. Ti amo. – Desligou.
Opto pela básica, pois combinava melhor com a bermuda escolhida.



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- Aquela sua placa com o meu nome escrito, tava muito engraçado. - Iniciou uma conversa depois de uns oito minutos de pleno silêncio no carro.
Ás 22hs estava no aeroporto de São Luis esperando a ilustre amiga de Joseane com uma placa á mão escrita: “A espera de Vanessa Pereira”, embora Joseane por várias vezes tivesse me mostrado foto suas, e conversado por telefone considerei que a placa seria interessante para chamar atenção dela, afinal nunca havíamos nos encontrado pessoalmente.
- Você não gostou da placa? – Um pouco desconcertado. Devo confessar que estava meio engessado. Ainda, não havia conseguido me soltar.
- Não é isso. Só achei hilário. Nunca antes um homem ficou me esperando num aeroporto com uma placa: “A espera de Vanessa Pereira”. E ainda mais um homem lindo. – Diz olhando pra mim, o que me deixa constrangido.
- Eu, lindo? - Disse meio que gaguejando.
- Sim. Não quero te constranger. Mas, sim, você é lindo. – Leva a mão até minha coxa e de leve a toca. Eu me espanto com a ousadia.
Só consigo dizer:

- Que nada. – E encolho a perna a fim de me livrar da mão de Vanessa. Dar certo.
- Parece que estou te constrangendo. – Faz ar de riso.
- Impressão sua. – Tento passar uma imagem de segurança.
- Conheço Joseane desde inicio da adolescência. Lembro que fazíamos tudo juntas, repartíamos tudo... Tudo mesmo. – Quando Vanessa repetiu a última frase à impressão que tive é que ela me mandava um recado, algo que não consegui entender. Continuou: - Mas aí o pai dela foi transferido pra cá. Faz seis anos que não a vejo. Neste período todo, como você sabe mantemos nossa amizade via redes sociais.
- Acho muito verdadeira a amizade de vocês. A propósito também tenho um amigo, o Eloílson Setubal. Conheço-o desde quando me entendo por gente.
- Vou gostar de conhecer teu amigo. – Murmura ligando o rádio do carro. Como não se agradou da música que tocava na estação aleatória que ligou, mudou. Na segunda estava tocando sertanejo, na terceira, música gospel, e na quarta, alguém pregava. O que presumir que ela rádio evangélica. – Será que não encontro nada interessante? – Desiste.
Vanessa tinha uns 24 anos. Alta, cabelos loiros estilo empresaria de sucesso, nariz bem afilado, tão afilado que considerei a possibilidade de ser resultado de uma intervenção cirúrgica, além de exalar um cheiro bom de perfume importado. Uma mulher linda para homem nenhum coloca defeito. Exibia unhas compridas pelas quais mantinha certo apreço, pois de vez enquanto a peguei admirando-as.
- Qual a música que você gosta? – Trocando de marcha.
- Sou eclética. – Admirando as unhas da mão direita. A ação acredito que era involuntário, costume enraizado no dia a dia de Vanessa.
- Sei. – Com os olhos fixos na estrada. Nisto tive a idéia de apresentar Kurt Cobain. E o fui fazer...

Levei a mão no MP3 para dar o play, talvez Vanessa gostasse da minha seleção de Kurt Cobain. No que fui apertar o play às mãos de Vanessa repousaram sobre ás minhas fazendo no mesmo instante o sangue do meu corpo fugir.
Disse ela:
- Joseane me contou a dimensão de tua fidelidade. Como é grande.
Fiquei sem palavras. Não entendi ao certo do que ela falava, porque as palavras de Vanessa eram repletas de duplo sentido.
E como não tinha o que dizer, disse a nossa localidade:
- Estamos agora na Cidade Operaria. – Apressei-me para retirar minha mão. Retirei sem apertar o play. Deste modo não consegui apresentar minha coleção a Vanessa, de fato nem foi mais cogitado a questão música durante nossa viagem.
- Presumo que não se incomodaria, caso eu trocasse de roupa aqui, agora.
Fitei-a, em silêncio, longe de encorajá-la a executar a ação. Ela, por sua vez, me encarou.
Ousada, externou:
- Tu és muito lindo. Não pense que sou atirada, mas... Não sei... Você mexe comigo. Você é diferente, e como é diferente... – Não terminou de falar. Sem explicação tampouco nenhum pudor tirou a blusa, expondo os seios fartos, roliço feito romã cujo bico estavam rígidos, firmes.
Ela comentou indiferente:


- Não sou adepta de sutiã.
Meu sangue ferveu. Minha pressão caiu de eleve. Enfim, fui tomado de sensações impróprias para quem estava dirigindo. E como sabia que não era bom manter minha atenção na cena que transcorria ao meu lado, pois era total concorrência para com o que estava fazendo, que era dirigir; fixei os olhos na estrada e resignado lutei para ignorá-la.
A tensão era grande.
Mesmo comprometido com a minha atenção na estrada, de relance dei uma olhada ligeira para Vanessa que a essa altura tirava a calça Jeans apertada, deixando à mostra a calcinha de renda vermelha, a coxa grossa, malhada, atrativa.
Suspirei fundo.
- Espero que não esteja de alguma forma, sendo incomodo pra você.
Nada disse. Precisava respirar. Precisa digerir aquilo tudo. Eu precisava dirigir.
Por mais que eu quisesse depositar totalmente minha atenção na estrada, porque era o certo, era insuportável sobre me a influencia de Vanessa, usando apenas calcinha vermelha. Transformou-se a vontade de fitá-la, admirá-la quase a grau de necessidade. Travei uma guerra nos meus pensamentos, onde de um lado meus princípios me avisavam que Vanessa era problema dos grandes, do outro meu instinto masculino me conscientizava que Vanessa estava perdidamente enfeitiçada por mim, doida por sexo. Eu deveria aproveitar.
Suspiro fundo novamente.




Aquela cena parecia mentira. Nunca antes havia acontecido isso comigo, digna de ficção; se por ventura contasse a alguém correria o risco de ninguém acreditar.
- Joseane me contou o quanto você é bom de cama.
- Ela contou, é? – Sem jeito. Mas com um misto de raiva, haja vista que aquele detalhe era pessoal, assim inadmissível Joseane contar nossa intimidade pra terceiros, mesmo que fosse essa terceira, sua melhor amiga. Depois, analisei a eventual possibilidade de Vanessa estar jogando comigo na perspectiva de minar meu relacionamento. Não cairia nesta, ou seja, não ficaria zangado nem cobraria explicação de Joseane.
- Confere? – Persiste no assunto.
- Podemos mudar de Assunto? – Vermelho de constrangimento.
- É tímido?
- Não se trata de timides.
- Posso tira a prova dos nove, depois conto o resultado.
- Não obrigado. – Procuro me controlar a fim de não ser rude, embora ela merecesse que fosse.
- Humm, parece que você não é muito tímido.
- Porque diz isso? - Pergunto intrigado.
Percebo que ela observa a região do meu colo.
Afirma, ela:
- Parece que você estar animado.
Avança para conferi, mas eu a impeço.
- Não. – Digo num tom áspero.
- Parece grande. Gostaria de bater uma pra você. – Oferece a proposta indiferente ao meu “não áspero”. Ela continua na proposta. – Sou muito boa no oral. Adoro chupar pau de cabeça rosada, e aposto que teu pau tem a cabeça rosada.
Ajeito meu pau na cueca, que realmente estava visivelmente duro; o ato de ajeitar disfarçou a extrema dureza, atenuando deste modo o volume formado na calça. Ficou discreto, apesar de nada mudar, isto é, continuava ereto por causa da influência insana de Vanessa que brincava comigo.
Saio da estrada. Encosto o carro e tento dar um fim à cena de enredo de filme pornô.
- Você, de fato é amiga de Joseane? Porque se for vira a página, porque não vai rolar. Eu amo a tua amiga. Quer que eu repita? Eu vou repetir pra que você entenda, para que não haja duvida: Eu amo Joseane. Eu amo Joseane.
Ela rebate friamente.


- E quem tá falando de amor aqui? Eu estou falando de sexo. Joseane me falou que tu sabes foder, e eu que não sou besta quero provar, ou seja, o ponto central não é amor, é sexo. Só procuro uma boa trepada, de preferência com quem saiba de fato fazer e como minha melhor amiga atesta tua desenvoltura... Enfim, não se trata de amor.
Por isso, não complica. Por mim teu futuro é e será para sempre ao lado de Joseane, aliás, não consigo me contentar somente com uma rola por muito tempo. Sou de diversificar. E, como sabe ficarei na tua cidade apenas por uma semana. Por isso, não complica as coisas, porque não é complicado. Seja pratico, porque sou pratica.
Pasmo com o tamanho da frieza protagonizado por Vanessa. Fiquei com pena dela. Porque a única explicação para aquelas palavras era solidão. Era falta de amor.
- Sinto muito, mas comigo não vai rolar.


Continua... 



OBS: Já tá disponível aqui no blog o II Capitulo de JOGOS.

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