JOGOS ( III Capítulo)








Uma boa ducha para refrescar...



- Preciso tomar um banho brother.
Em casa encontrei meu irmão na sala assistindo Tele Cine Pipoca.
- O que aconteceu? Você tá tenso, mano. – Apertou no controle remoto a função mudo. E se voltou a mim.
- Cara minha noite foi tensa. Foi tensa. – Continuei em pé na entrada da sala de TV.
- Sou todos ouvidos. – Meu irmão observou inquieto pelo meu estado.
- Te contei que iria buscar a amiga de Joseane no aeroporto? – Dirijo-me rumo ao sofá onde meu mano estava sentado.
- Sim. – Meu mano me acompanha com os olhos.
- Pois é... – Sento-me à mesa de centro. Coisa que se minha mãe visse na mesma hora me repreenderia. Narro o episódio com todos os pormenores, e à medida que avanço meu irmão vibra. Conclui: - Por isso tô tenso. O que achas desta história maluca? – indago-o afoito para conhecer sua opinião.
- Acho que você é um sortudo, e que porra... - Lamentou. -... Esse tipo de coisa não ocorre comigo. Porque se ocorre não desperdiçaria a oportunidade.
- Eu tenho namorada. Sou um cara fiel. Isso não conta?
- Não vou entrar neste mérito, porque é ciente quanto a isso o que penso. O fato mesmo é que sem pensar duas vezes se essa Vanessa pintasse no meu caminho, gata como afirmaste, não tenha dúvida eu morderia é certo; traçaria sem pensar uma vez.
Mano, admiro muito a tua moral, porém penso que mulher não gosta muito disto, não valoriza muito isso... – O interpelo com o seguinte questionamento.
- E o que elas, as mulheres, valorizam no homem?
- Safadeza. Quanto mais safado, melhor.
- Não concordo. Permita-me a não comungar com esse pensamento. – Levanto o cenho demonstrando minha perplexidade.
Ele continuou feito um grande entendedor de mulher.
- Tenho 20 anos, sou, portanto, mas novo que tu três anos, mas posso garantir, caso não sejas safado uma hora ou outra ela procura outro. Serei mais especifico: mesmo as certinhas, recatadas... - Fez sinal de aspas com as mãos. – Gostam de um cara safado na cama. Gostam de serem fodidas por trás tendo os cabelos nas mãos do cara. – Ele imita a cena. – Ela gemendo e o cara puxando. Ele mandando ver enquanto puxa o cabelo da vadia.  Caso o cara assim não faça, ou seja, seja fã apenas de papai e mãe, do arroz com feijão, não dará outra, insatisfeita ela procurará quem tenha a audácia de chupar seu rabo, quem meta o dedo, quem a coloque entre tapas para fazer um oral básico.
Ele debulha o pensamento sem me dar permissão para contrapô-lo. O escuto descrente, embora concorde que qualquer mulher precisa ser satisfeita, caso contrário, o relacionamento esfria. Como não sou besta nem nada, na cama maltrato Joseane na pica, contudo era algo que não contaria. Minha privacidade.
Ele falava:
- Não te engana meu irmão, mulher gosta de ser maltratada no sexo. Por isso, quantas e quantas casadas me procuram insatisfeitas. E eu ajudo restabelecer seus casamentos. Muitos maridos devem seus casamentos a mim. Porque depois que suas esposas me conhecem surge uma nova perspectiva, lhes concedo um novo gás.  É por isso, que pergunto será que Joseane teria o mesmo comportamento que você teve?


- O que vale é a minha consciência. – Levantei da mesa de centro. – Preciso tomar um banho. – Sai da presença do meu irmão experiente, embora com pouca idade.
No banheiro do meu quarto liguei a ducha e parado fiquei, deixando que a água espalhasse pelo meu corpo lavando–me por completo. Meus pensamentos divagaram, assim impuseram-se o episódio no carro, onde Joseane me pagou um boquete interrompido.  Em seguida, Vanessa tentando me agarra apenas de toalha. O efeito foi terrível, fiquei de pau duraço.  Droga, três dias sem sexo é uma judiação. Por óbvio, meu corpo precisava relaxar e nesta perspectiva apenas uma solução passava pela minha cabeça para descarregar a tensão: punheta, a velha e boa punheta. Assim sendo, não perdi tempo. Bati uma punheta só de leve.
Sinceramente deu pra relaxar, mas não tão bem como seria com Joseane. Não matou minha fome por sexo.
Na manhã seguinte, apresentei o centro histórico de São Luis para Vanessa: reviver, teatro Arthur Azevedo, Museu, praças, etc. Na parte da tarde percorremos as praias e no final do dia terminamos na Ponta do Farol. Não posso deixar de omitir que em todo nosso trajeto turístico ela investiu comprometida a ensejar o clima perfeito e irresistível, onde eu sucumbiria as suas investidas, contudo, permaneci inabalável.
Quando a deixei na casa de Joseane, antes de sai do carro ela me avisou:
- A nossa programação da noite é um cineminha aqui em casa. Os pais de Joseane estarão ocupados e a casa ficará livres pra nós três. Aí minha amiga pensou um programinha leve. É o tempo de você ir a sua casa tomar uma ducha, mudar de roupa e voltar. E quem sabe não chupo essa rola hoje? – Dito isso ela sai do meu carro.
Ela consegue me constranger. Ainda, mantendo a compostura, formalmente lhe agradeço:
- Muito obrigado.
Ligo o carro e saio.
Às oito e meia da noite estaciono o carro na garagem da casa de Joseane. Estou confiante que as investidas de Vanessa não perduraram durante a noite já que certamente se inibirá na presença de Joseane.  Não creio que tenhas ousadia ao ponto de dá em cima de mim na cara de pau.
Sou recebido por um longo beijo de Joseane que me abraça contra o seu corpo.
- Tô com saudades do meu namorado. Estamos precisando ficar sozinho, por isso a ideia do cinema.
- Como sozinho? – Digo no ouvido dela durante o abraço. – Vanessa também estará no cinema. A propósito ela já tá acomodada no lugar dela.
Meus olhos observam Vanessa vertida numa blusa tomara que caia realçando o colo a mostra. A calça apertada valorizando o desenho da boceta que parecia pular da orbita. Ela estava deitada no sofá menor. Muito sensual.
- Não te preocupa. Vanessa vai acender vela essa noite.
- Ok. – Não argumentei em contrário. Embora, não tenha gostado, contudo o que eu dissesse poderia desencadear briga. Fato que eu buscava evitar.
Agarrou-me pela mão direita e me conduziu ao sofá maior.
- Qual filme vocês escolheram? – Perguntei.
- Ainda não escolhemos. – Respondeu Joseane.
- Por quê? – Eu quis saber.
- Porque estamos indecisas entre dois filmes. – Agora quem respondeu minha pergunta foi Vanessa caminhando em direção do interruptor.
Joseane completou:
- Mata-me de Prazer ou Quatro Semanas e Meia de Amor.
- O que? – Porra! Isso lá é filme para se ver nas circunstancias que estou. Três dias sem sexo. Estou à flor da péle. Porra! Sacanagem comigo.
- Eu quero Mata-me de Prazer. Enquanto Joseane quer Quatro Semanas e Meia de Amor. – Vanessa apaga a lâmpada principal da sala, assim a sala fica um pouco escuro. Nada muito escuro, mas mudou o clima é certo.
- Façamos assim... - Sugeriu Joseane. - Primeiro a gente assiste Mata-me de Prazer e depois Quatro Semanas e Meia de Amor. Concorda amor? – Joseane busca meio apoio.
Em minha opinião assistiríamos Snipes americano, e nada de filme de foda, aliás, esse tipo de filme é para assistir na perspectiva de uma boa trepada em seguida. Enfim, não era o filme que de casa vim preparado para assistir. Por isso, tanto um quanto outro era a mesma merda.
- Concordo amor. – Dou de ombros demonstrando um tanto fez.
- Então, tá fechado começaremos por Mata-me de Prazer. – Joseane usava uma saia branca bordada e uma blusinha de manga curta adequado para estar em casa. Ambas usavam roupas informais. Ambas estavam sensuais, de um modo ou outros priorizaram a valorização dos seios. Esse detalhe era evidente, pois saltava aos olhos.
Vanessa inseriu o pendrive na TV, com o controle selecionou a página onde o filme estava guardado e deu o play. Uma vez assim procedido deu meia volta e sentou ao meu lado. Desta maneira, fiquei entre as duas. De um lado Joseane encostou a cabeça no meu ombro e aninhou a mão na minha com a visão entretida no filme que iniciava. Do outro lado Vanessa repleta de malicia.
O filme prendeu atenção de ambas. Quanto a mim procurei me manter reservado, absorto ao filme, pois se me deixasse levar não tenho nenhuma dúvida... Ora, o filme tanto um quanto o outro são muito caliente somado a isso havia as circunstancias de certo quadro de carência sexual que eu andava apresentando. Entrei nos quatro dias sem sexo, enfim uma tortura, por isso a reserva de não me deixar levar pela magia erótica do filmes, pois caso contrário, suplantaria a razão e no ápice da excitação cederia aos encantos de Vanessa que continuamente vinha oferecendo prazer. E o olha que a mulher era uma gostosa de primeira classe.


O irônico. Mesmo resistindo ao filme não pude contra os gemidos da atriz, contra o desenrolar da cena pesada de sexo. Fiquei duraço. Homem mesmo é uma coisa louca que sem exagero pode ser definido como um animal quando trata do assunto sexo, é tão verdade que somos influenciados quer olhando, quer tocando, quer ouvindo. Basta teclarmos no WhatsApp e não é necessário imagens, áudio , desde que seja um tema picante o efeito  já ensurdecedor na gente cujo efeito é ficarmos de pau duro, outras vezes além de duro o  pau fica babando. Homem é um animal mesmo, totalmente primitivo quando o assunto é boceta. 
Vanessa reparou o inchaço na calça. Esboçou um riso faceiro enquanto Joseane observando que a amiga tinha a atenção voltada ao filme apertou-o por cima da calça fazendo meu corpo tremer. Não satisfeita, beijou meu pescoço.
- Amiga, por favor, estou aqui mereço respeito.
- Não resisti. Desculpa. Também pudera tenho um namorado gato.
- Mesmo assim. Se quiserem posso ir pro meu quarto. – Vanessa sendo irônica.

O filme acaba.

Continua...




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