Ouvi, eu ti amo!





Ouvi um eu ti amo,



Será que não seria piegas dizer que seria musica que romperia com o meu passado, anunciaria o novo futuro e me faria delirar, despreocupado totalmente despreocupado nas asas do som da melodia harmoniosa da paixão?

Seria piegas afirmar que de olhos fechados navegaria por águas tranquilas, banharia na cachoeira das realizações, lavado, purificado de temores cantaria o hino dos que chegam ao pódio.


Seria forçoso asseverar que o sol daria seu fulgor com mais veemência assim como as estrelas?A lua apareceria no firmamento com mais graça para enfeitar a noite, as arvores de alguma forma ficariam mais verdes, dariam mais frutos, estariam mais vivos.


Os pássaros entoariam cânticos celebrando o nascer de uma nova historia cujo passado morreu como a semente que não restitui o tempo.


Um eu ti amo,



Seria a janela aberta que proporcionaria contemplar o horizonte na sua extensão infinito, calmo e inebriante. Uma janela que proporcionaria desbravar a profundidade do mar, mas que também proporcionaria o atrevimento de rir, brincar, chorar... Da vida. 


Perderia o fôlego. As pernas cambaleariam, 
Trêmulo perderia por segundos a fala, 
Emudeceria. A pressão cairia de leve. 


Depois um misto de lágrimas e risos me dominaria, talvez por falta de experiência de ouvi um eu ti amo. Além dos risos e lágrimas teria uma temporária crise de ceticismo que sufocado morreria após a confirmação demonstrada através de um longo e profundo abraço. 

Ainda com o coração quase saindo pela boca me recomporia... Felicidade saindo pelos poros... Transpirando alegria.


Será que agir assim é piegas, exagero? Pode ser que sim. Mas não importa, ... é assim que sinto, que um eu ti amo em me surtiria efeito. 



Por Adailson Pereira






Preciso vê-la







Meu dia estar sem luz,
Minha estrada sem direção,


Meu coração bate meio sem razão,
Minha respiração parece insuficiente


Minha mão estar fria, abandonada,
Meu sorriso é vazio, sem graça, artificial.


Tudo isso é por não ter visto você hoje.

Sinto tua falta.


Preciso vê-la,

Preciso tocar teu rosto, beijar tua boca.

Preciso da luz que vem da tua segurança.


Com você sou outra pessoa, amor...


...Sinto-me completo!




Por Adailson Pereira


Sem você

Quando leres este texto já estarei doente...

De saudades,
De desejo,
De anseio,
De amor por você!

Meu amor, não permita que destrua o meu  amor,
Não permita que destruam o nosso amor,
Não permita que nos mantenha separados,

Pois...

Se decidires ficar comigo,

Venceremos dissabores,
Venceremos obstáculos,
Venceremos famílias!

Para tanto, precisamos ficar juntos, bem juntos.

Mas...

Se optares por me deixar,
Já não sei do meu presente,
Também não sei da minha sorte,

Sei que não ficarei apenas doente,
A loucura pode me ser uma saída, talvez...
Melhor é a sombra do esquecimento que ver-te sem poder tê-la.

Sei que não vivo,
Pois sem você o futuro é a morte!


Por Adailson Pereira

Quem somos, as ações denunciam!


Nunca leia o homem pelas palavras que saem de sua boca,
Se almejar conhecê-lo.


Antes, leia suas ações, procure interpretar seus atos.


O mistério de quem o seja, de fato, será descortinado, como num palco de um teatro, diante do que ele faz, do que ele prática, ou como reagir diante do inesperado, frente aos detalhes do dia a dia.?


Diante das ações e atos, o mistério será desvendado, a procura terminada,


Porque não há máscara que consegue persistir,
Porque não tem fingimento que aguente,
Porque não há mentira que consiga permanecer,


Diante do resultado de suas atitudes, a farsa rui, dissolve-se, sai correndo.


Assim, como as árvores são identificadas pelos frutos, nossos atos denunciam quem somos.


Ora, são os nossos atos, e não as palavras que saem de nossa boca que revela o ser humano... Que revela quem somos.

Por Adailson Pereira

O amor não é rótulo



O amor, muito se tem dito a respeito do amor.

São inúmeras as definições, as concepções expostas nos romance, conto, novela, nas poesias acerca do amor, como também há dissertações, teses. Todavia em todas essas várias visões um ponto converge: o rotulo que o amor apenas se qualifica, expressa, denota -isto e aquilo- igual ao rio que corre em busca do mar através de um único caminho.
Assim rotulam o amor como se fosse só isso e somente. Como se pudessem em gaiolá-lo tal qual um passarinho, forçando-o a ter um dono. Ou como se pudessem como um animal domá-lo. Uma vez domado obedeça às regras impostas pelo seu senhor: senta, levanta. E prontamente cumpra a risca. O que não deixa de ser uma tremenda ignorância.
Não se pode apropria-se do amor, é impossível.
O amor foge a definição, a rótulos,assim como ele não é isto ou aquilo,embora seja em certas circunstancias que requeira que assim proceda. O amor não estar preso a tempo, a costumes, as regras sociais, também não é resultados do que pensa a maioria.
O amor é dinâmico, não estar preso ao passado. Evolui conforme, o ser humano vence as barreiras do desconhecido. Renova-se num processo natural como as arvores na primavera. O amor não reflete tendência. Não se em quadra em concepções forjadas pela ignorância. O amor não tem cara, não tem nome, não tem idade, não tem sexo. Semelhantemente não é preconceituoso, discriminador, excludente.


O amor é como o vento. Sopra onde quer, vai a onde quer. Pode ser ameno ou voraz. Em grande quantidade é um furacão que por onde passa revira tudo, abala as estruturas, provoca confusão. É uma força incontrolável, violenta, extremada segundo a qual não é governada, dirigida por ninguém. Em pouca quantidade é uma brisa languida, efêmera que tão de repente como aparece desaparece no horizonte e deixa na pele um quê de massagem.
O amor é tempestade em noite escura. Temporal em pleno dia que era aguardado o sol pujante. Estranho, subversivo, perigoso - aos olhos daqueles que o veem como uma via de mão única, uma obra de arte vista de só ângulo, de uma única perspectiva. Aos olhos daqueles que o vestiram apenas de pétalas, deram-lhe a imagem de anjo como se ele não gostasse de outras roupas, não tivesse outras imagens.
O amor não se encontra em volto neste monismo tolo que gera incompreensão, paradoxo e ate mesmo crimes. O amor é água agitada pela tempestade, mas também é água que lava impurezas, sacia sede e reflete quem somos como se fosse um espelho.
O amor é improvável. Cheio de vontade como uma fagulha que aparece na floresta, inofensivo, relis, mas descomedido logo se transforma em chamas arrasadoras, perde a inofensividade e passa a ser nocivo, e é rápido para queimar, arrasar floresta toda.
O amor é a sedução embriagada por musica a qual nos rende, expurga o pior que trazemos no eu, muda perspectiva, faz-nos encarar o mundo por uma nova ótica, enfim, transforma quem éramos. Depois de provarmos de sua água nossa estrutura é sacudida e dependendo para quem ele nos desperta perdemos o ódio, o pudor, a vergonha, o nojo. Diante disto, o improvável torna-se provável, as barreiras são estímulos.

O amor é luz que vence as trevas. Dissipa a muralha da escuridão numa onda mágica de entrega e de recusa. Entrega independente de qualquer natureza. Recusa porque o amor quando reina em nossos corações perdemos a noção do vil, pelo menos no que tange a pessoa amada. Ao embalo da musica da entrega e da recusa desbravamos fronteiras, terras perigosas, atravessamos oceanos, escalamos montanhas, vencemos o passado, trabalhamos o presente, construímos o futuro.
O amor não é um carro sem freio numa estrada íngreme. É antes, a solução certa, segura para indivíduos que na vida são verdadeiros carros sem freios em estrada íngreme.
O amor é vento, é tempestade, é furacão. Mas também é poesia, é uma linda melodia forjada da tristeza, é um pássaro livre, um sorriso inocente de um novo tempo. Sobretudo, é um anseio, a busca de vermos o amado feliz. Esse anseio é como um vulcão em erupção,queima,consome-nos como larvas desprovidas de egoísmo, falsidade, ou qualquer sentimento mesquinho ou vil. É tão forte esta verdade que preferimos sofrer para que outro jubile. Por isso, quem ama é incompreendido, sofre, enfim todo amor tem que passar pela cruz.
Se porventura, você ama e nunca sofreu então amor não é. Pode ser um conto de fadas ou uma mentira, mas amor não é. Amor que não passa pela cruz, que não exigi morrer pelo outro, gastar tempo não pode ser designado de amor.Amor sempre passa pela rua do sofrimento.
Portanto, o amor é fértil, pois é fruto que nasce no coração de todos e depois de transformar o que no coração não presta leva átona,realçando o que de melhor temos,somos. Ele não pode ser criado numa gaiola, porque é livre como o sol que nasce toda manhã e não escolhe a quem deslumbra com sua luz, com sua vida, com sua alegria, logo sem o sol as trevas, escuridão,á noite duraria ,reinaria para sempre.

Graças a Deus que o amor é o sol de cada manha, é a vida de cada dia e, é pleno no que concerne vencer a escuridão nas vidas, destruí-la, intimida-la, desvanecê-la, pois do contrario, o homem seria noite eternamente. Em suma, olhemos para o sol e aprendamos, o Sol é a melhor figura para representar o amor. O amor como Sol não escolhe este ou aquele para iluminar; como também pelo fato de oferecer luz não cobra, não espera nada em troca tampouco se frustra frente às decepções, ele simplesmente os ilumina.

Por Adailson Pereira