A velhice manda recado, Kassio Rened



Hoje são 22, quarta-feira,  de dezembro de 2021, ou seja, dia que fica mais velho. E com a velhice, porque idade é nada mais do que velhice,  vem o recado: teus dias tão indo embora como areia se esvaindo da ampulheta ⌛. Vai se esvaindo quer entenda isso ou não, quer goste ou não. 


E o que fica? A  percepção do que conquistou até aqui,  dos altos e baixos, das pegadas do caminho,  principalmente a percepção do que te tornou,  em que os desafios te influenciaram e o  quanto és resultado disso tudo. 

Ciente do que és,  respira fundo e constata:  para onde pretende navegar,  quais destinos pretende chegar?, finalmente, a coragem e sensatez de perceber, a vida, no fim e no cabo, não é grande pelas conquistas ou pelos destinos aportados,  mas em saber que quantos mais os anos passam,  mais ficamos próximo da morte, irremediavelmente, a idade sinaliza esse fato, ou pelo menos, deveria.

Às conquistas,  às vitórias,  às sagas vividas no percurso não adianta, infelizmente,  nada diante da morte, porque nela não desperta admiração,  perplexidade; insensível, completamente, não vai te parabenizar.  

E aí como vai te apresentar neste fatídico dia? Diante dela a máscara cai, esfacela,  porque os dólares na poupança não têm valor, às mansões também não têm valor.


Ela não tá nem aí se tens dois doutorados, não tá nem aí se acertou na loteria.  Não importa se teu nome é poderoso,  dono de exército.

E aí, como te apresentarás neste fatídico dia? Às conquistas são fodas? São.  Deixar um rastro de superação que será rememorado por décadas é foda? Certamente.  Mas, infelizmente,  não basta. Ou do contrário, simplesmente passou pela vida e não entendeu,  desde do nascimento o homem já avança para o fim, para o inevitável encontro com a morte. 

Nesta toada, a ficha cai - ou deveria cair-, a vida não é somente material,  há o lado transcendente,  espiritual.

Há  Deus. 

 Para aqueles que abriram os olhos para essa verdade,  há Jesus dizendo: tragada foi a morte pela vitória.  

Para aqueles que abriram os olhos, há Jesus para passar o fatídico dia, para outros, o desamparo, o se vira nos trinta. 

Feliz aniversário,  meu irmão,  meus votos que teus olhos se abram, porque todo ano, insistentemente,  na data de 22 de dezembro, teu aniversário bate na tua cara, dizendo: 'macho, mais um ano que se foi, mais perto fica. Como vai te apresentar no fatídico dia? Macho, quanto mais a idade chega, mais próximo fica'.

O amor me pegou


Percebi que o néctar do amor havia tocado meu coração, não foi quando a saudades do corpo dela me atormentava o juízo, também não foi, várias vezes, quando pela madrugada, meu corpo em desespero queria aninha-se ao dela.

Não foi quando meus lábios ansiaram beijá-la e ela não estava lá. Não foi. 

Percebi que estava amando, quando me peguei fazendo o que sempre disse que não faria, quando me vi fazendo concessões. 

Para quê? 
Para ela caber no meu mundo, 
Para eu caber no mundo dela, 

E olha que fazer concessões, muitas das vezes, dói, passar por cima do seu eu não é reconfortante, é duro, nesta senda às lágrimas são às nossas companheiras. Envolve sofrimento!

Foi aí que percebi que eu amava, por isso às concessões, por isso cedia. 

Reparei que meus atos eram fruto de amor, agia com amor no fim que ela atingida por amor abrisse os olhos e, ao tempo dela, correspondesse com amor. Crente que o amor gera amor. 

O amor me pegou!

A chuva passou


Já escutei, "não te quero mais". Já escutei, "tô indo embora". Dói, como dói. Escutei do jeito frio, seco. Sem uma centelha de emoção, uma parede me chicoteando barbáries no meu coração. 

Num momento, o céu estava azul, o sol na sua  força iluminava radiante.  De vez em quando, o vento ameno batia no meu rosto. 

Em outro, o vento se transformou em ventania, o céu azul cedeu para nuvens densas, o sol perdeu a força radiante, recolheu-se. 

Olhei para o lado, olhei para outro, a fim de achar uma alternativa, uma saída... qualquer uma. Forças não havia. Um turbilhão de porquês azunclinavam minha cabeça. Afetavam minha normalidade.

Por que? O que fiz? Revisei em um lance nosso relacionamento, queria detectar a falha, talvez, detectando, pudesse corrigir, sei lá...

Havia uma faca penetrando meu peito, devagar, bem devagar. À medida que penetrava, o desespero ia se impondo. E à medida que não encontrava os porquês, exasperavam a dor. 

Ofegante quase tive um colapso, não respirava direito. Foi aí que a ficha caiu: não encontrei nada, porque não havia nada para encontrar. Não havia nada para corrigir. 

Em um relance, borbulhou os questionamentos: será que ela estava no mesmo estado? Será que ela estava tendo o mesmo chilique? Oras, será que, naquele mesmo momento, estava chorando por mim? E a resposta, a todas às minhas perguntas, era um estridente: Não. 

A ficha, então, caiu. 

Percebi, diga-se de passagem, em meio ao lixo emocional, que o sentimento que trago no  peito é meu. Eu inventei. Eu criei. Eu sou responsável.

Percebi que em nada adiantaria o colapso, não mudaria nada, e apenas quem perdia era eu. Exclusivamente eu. 

Percebi que não estava perdido, na pior das hipóteses, estava aberto às novas possibilidades. E o mais importante, apesar dos pesares, havia vivido... plenamente.

A vida, passei a entender, é composta de fases. Há início, meio e fim. É o ciclo natural das coisas.

 Por mais que fosse desagradável, ruim, ainda assim, é o ciclo natural das coisas. Respirei fundo! Disparei dois tapas no meu próprio rosto frente ao espelho, e decidi seguir o curso da vida. 

O sol apareceu trazendo vida. Às nuvens densas recuaram para dá lugar ao firmamento resplandecente.  

 A chuva passou.

SOU TEIMOSO, NÃO PARO!


Reivento-me em meio às circunstâncias. Mudo perspectivas em meio às dificuldades, mas não paro.  Aprendi desde cedo que são diante dos reverses que cresço,  evoluo.  SOU TEIMOSO,  NÃO PARO. 

Aprendi que  eventualidades são oportunidades proporcionadas pela vida para que eu fique mais forte,  mais duro.  Na saga rumo ao pódio não espero facilidade,  espero um soco hoje, uma porrada amanhã. 

E aí vou ficando mais forte 💪, mais experimentado, marcado. E o mais importante, ganho uma imensidão de aprendizado. 

É necessário essas experiências para que o pódio seja valorizado,  eternizado. JÁ PENSOU SE CHEGASSE AO PÓDIO SEM ÀS MARCAS DA EXPERIÊNCIA? O sabor da conquista, apenas, é indescritível dado a soma dos aprendizados adquiridos no caminho. 

Enquanto o pódio não chega, vou me reinventando,  vou lutando,  me transformando,  mas jamais espero da vida facilidade, antes, um soco hoje, uma porrada amanhã. 

E assim sigo ...

Sobre a PAIXÃO DE CRISTO


1. Iniciou à meia noite, quinta-feira, no Jardim do Getsêmane, onde foi preso,
2. Durante a madrugada passou por 6 julgamentos,
3. Em um dos julgamentos, frente a HERODES ANTIPAS,  o deixaram nu e o ridicularizaram, 
4. Às 6 horas da amanhã, de sexta-feira, é açoitado na FORTALEZA ANTÔNIA,  depois de receber a SENTENÇA DE MORTE por PÔNCIO PILATOS,

5. Após os açoites e coroa de espinhos que foi fixada na sua cabeça, deixou a FORTALEZA ANTÔNIA rumo ao Gólgota( Monte da Caveira), onde chegou às 12horas do dia,
6. O percurso entre a FORTALEZA ANTÔNIA e o Gólgota ficou conhecida como VIA DOLOROSA, 
7. O percurso da Fortaleza Antônia ao Calvário, provavelmente,  foi 700 metros. 
8. Entre 12 horas do dia e às 15horas, ou por outra, três horas da tarde,  ELE falou 7 palavras,  a última: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito, 

9. Às três da tarde, após 3 horas de ter chegado no Calvário,  ELE MORREU. 
10. MORREU às 15 horas da tarde de sexta-feira do ano 30 ou 33. O mais provável é que tenha sido no ano 30 do primeiro século. 

11. ELE MORREU.  Tudo isso foi por você! Já parou para PENSAR?